segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Deitai os pratos abaixo!

Eis um pequeno poema, que espero poder traduzir em música um dia destes, dedicado à odiosa actividade que é a lavagem da loiça.

Pratos, por que falais tanto
Se, lavados em pranto
Insistem a gordura não despir?
Será que a ostentam com brio?
Ou simplesmente, terão frio
Se não estiver lá, para vos proteger?

E vós, Garfos!
De que vos serve tanto cantar
Se com vossos dentes
Espantais as gentes
Que laboriosamente vos tentam lavar?

Oh copos, de vidro frágil
Perante a vossa compostura
Não sou eu ágil…
Porém gabo-vos a facilidade
E a suprema felicidade
Que é de vós o sumo tirar!

E as canecas?
De tão carecas
Das natas fazem cabelo.
Cala-se-me a paciência
Perante a sua prepotência
De chávena a refilar.

1 comentário:

Patricie disse...

Isto é tudo muito giro, mas porque é que as canecas têm natas? Se calhar fui eu que não atingi, não sei O.o
Eu até gosto de lavar a loiça, na verdade.

Foi um belo momento literário, de qualquer maneira :')