Eis um pequeno poema, que espero poder traduzir em música um dia destes, dedicado à odiosa actividade que é a lavagem da loiça.
Pratos, por que falais tanto
Se, lavados em pranto
Insistem a gordura não despir?
Será que a ostentam com brio?
Ou simplesmente, terão frio
Se não estiver lá, para vos proteger?
E vós, Garfos!
De que vos serve tanto cantar
Se com vossos dentes
Espantais as gentes
Que laboriosamente vos tentam lavar?
Oh copos, de vidro frágil
Perante a vossa compostura
Não sou eu ágil…
Porém gabo-vos a facilidade
E a suprema felicidade
Que é de vós o sumo tirar!
E as canecas?
De tão carecas
Das natas fazem cabelo.
Cala-se-me a paciência
Perante a sua prepotência
De chávena a refilar.
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1 comentário:
Isto é tudo muito giro, mas porque é que as canecas têm natas? Se calhar fui eu que não atingi, não sei O.o
Eu até gosto de lavar a loiça, na verdade.
Foi um belo momento literário, de qualquer maneira :')
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