sábado, 29 de novembro de 2008

Bases para Copos – A Panaceia dos Tempos Modernos (Reciclado)

Nota dos autores: Este texto tem perto de um ano e está a ser reutilizado devido à falta de tempo para publicações novas, pedimos desculpa por qualquer inconveniente.

Tenho vindo a verificar ao longo da minha curta vida que ninguém dá a devida importância às bases para copos. Esta invenção que evita o aparecimento de marcas, com formas geométricas que, por inúmeras vezes, relembram com um pouco de nostalgia aqueles redondos órgãos reprodutores que eu costumava ter, também conhecidos como testículos. Se olharmos com atenção para o passado, poderemos verificar que as BC (ou seja bases para copos, expressão que também deu origem à expressão “before Christ”) foram a origem do mundo.

Estava Deus descansadinho e sem qualquer preocupação no seu clube de ‘bridge’, quando ao olhar para o seu copo de whisky (sim, ele bebe JB, para quem se está a questionar), se lembrou de inventar a BC. Logo de imediato, Buda pediu a Deus para criar o universo com planetas que lhe relembrassem as BC. E Deus fez isso mesmo. O quanto nós devemos as BC é imensurável, no entanto essa fé nesta invenção está a desvanecer e são cada vez menos as pessoas que as usam.

Já agora, para quem quiser saber, o Buda não bebe, apenas porque é o tão aclamado ‘designated driver’. Dos quatro deuses que dominam os quatro universos paralelos, os únicos que tiveram que entrar para os AA foram o Ronald MacDonald e o David Hasselhoff.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

STCP, SMTUC, Carris, etc.

É uma dor que aflige a população portuguesa, quase que a doença milenar que afectou o nosso país. Podemos adivinhar que falo dos transportes públicos, mais propriamente dos serviços de autocarro.

O sentir do sovaco húmido e de odor agradável a raspar nas nossas angélicas caras. O contínuo tagarelar histérico de uma sociedade hipocondríaca, a história há muito escondida acerca da filha da tia do Sr. Arménio, que se casou com um doutor (a filha, não a tia e muito menos o Sr. Arménio), doutor esse que se revelou um crápula ao ser encontrado trajado que nem uma menina a fazer o amor com terceiros.

Todos nós conhecemos a sensação. Entrar num autocarro, temendo ser abordado por todo um mundo de histórias desinteressantes acerca de problemas da ciática ou da Primavera que chegou mais cedo este ano. Mas não me interpretem mal, nada tenho contra pessoas antigas. Apenas contra pessoas antigas que se vitimam.

Outra coisa que tenho vindo a reparar ao longo do tempo, é a alegria com que as ditas pessoas exibem o seu mais novo ferimento, enquanto que um esgar de inveja se apossa da face dos seus interlocutores, pertencentes à mesma categoria. A felicidade com que anunciam uma consulta no médico, o sorriso que exibem ao dizer:"Eu já sofri muito, menina!" . São como que um indicador de prestígio na terceira idade, o sofrimento e as mazelas. Peço de novo a vossa indulgência, não pretendo de qualquer forma diminuir o sofrimento de tais senhoras, apenas constatar factos.

Imensas conversas podem ser escutadas em tais locais, conversas que variam entre os mais diversos temas, desde a idade da perda de virgindade (verídico, conversa efectuada por três pessoas antigas) até ao nabo que desempenhará uma função activa na refeição dessa noite.

Assim, concluo este texto idiota sem quaisquer funções sociais activas manifestando o meu desagrado perante autocarros em excesso de velocidade. É doentio. Temos que ajudar a travar este flagelo. Tenho dito. Cocó.


Nota de Rodapé:

Porque nunca dizemos a palavra cocó vezes suficientes, Sra. Ministra, isto terá que mudar! Portugal não pode continuar assim.

sábado, 1 de novembro de 2008

Crítica Literária II

Certas histórias nunca nos passaram pela cabeça, outras pertencem ao nosso imaginário que se encontra repleto de cenas inopináveis. “Noddy conhece Michael Jackson” é uma obra-prima que nos traz algo de novo e deslumbrante à nossa cultura literária. Nesta aventura do nosso já tão célebre comparsa, Michael Jackson aparece-nos como uma figura paternal que demonstra todo o amor que um tem pelo seu primogénito. Uma história marcante de amor, companheirismos e fraternidade que oferece ao leitor um conjunto de emoções já tão características do criador da saga épica Noddiana. A acção é fluida e decorre numa terra repleta de sonhos, demonstrando a inocência proveniente da influência de histórias de infância, como “Alice no País das Maravilhas” ou “Paradise Lost”. Este é já um radiante best-seller a nível mundial, que mereceu excelentes críticas e notas expoentes por parte de aclamados jornais e revistas, como é o caso de New York Times, que disse: “… nunca antes foi feita tal comédia provida de emoção e valores e aliada de um enredo tão imprevisível em toda a sua previsibilidade.” Atrevo-me a dizer que esta é a obra responsável pelo impulsionamento da saga e pela globalização do escritor. Um must read para qualquer adepto da literatura contemporânea e uma óptima obra para todas as idades.